A artrose de coluna, também chamada de espondilose ou doença degenerativa da coluna, corresponde a um conjunto de alterações que podem envolver os discos intervertebrais, as articulações da coluna, os ligamentos e as estruturas ósseas ao redor das vértebras.
A artrose de coluna se torna mais frequente com o passar dos anos, mas ter alterações degenerativas na coluna não significa necessariamente ter dor. Esse é um dos pontos mais importantes para entender a artrose de coluna.
Uma pessoa pode apresentar alterações importantes em uma radiografia ou ressonância e não sentir nada. Outra pode apresentar alterações relativamente discretas e ter dor, rigidez ou limitação funcional significativa.
Por isso, o diagnóstico não deve ser baseado apenas no exame de imagem. A avaliação adequada considera:
- Sintomas
- Exame físico
- História clínica
- Atividade profissional e física
- Idade e fatores de risco
- Exames complementares quando realmente indicados
- Impacto da dor sobre a função e a qualidade de vida
A artrose de coluna também precisa ser compreendida dentro de um conceito mais amplo: o envelhecimento musculoesquelético.
À medida que a população envelhece, aumentam as condições que podem comprometer músculos, ossos e articulações. A OMS estima que cerca de 1,71 bilhão de pessoas no mundo convivam com alguma condição musculoesquelética, e a osteoartrite já afetava aproximadamente 528 milhões de pessoas em 2019 (Organização Mundial da Saúde).
O objetivo do cuidado não é simplesmente “ter uma coluna sem desgaste”. É envelhecer mantendo movimento, força, autonomia e qualidade de vida.
O que é artrose de coluna?
A artrose é uma doença que afeta as articulações. Na coluna, o processo degenerativo pode envolver principalmente as articulações facetárias, os discos intervertebrais e as estruturas ósseas e ligamentares próximas.
Com o passar do tempo, podem ocorrer alterações como:
- Desidratação e perda de altura dos discos
- Desgaste das articulações facetárias
- Formação de osteófitos, conhecidos popularmente como “bicos de papagaio”
- Alterações dos ligamentos
- Redução dos espaços por onde passam os nervos
- Mudanças no alinhamento e na mobilidade da coluna
Essas alterações fazem parte do processo degenerativo da coluna. Mas existe uma diferença fundamental entre desgaste estrutural e doença sintomática: nem todo desgaste provoca dor.
Artrose de coluna é a mesma coisa que desgaste da coluna?
Na linguagem cotidiana, os termos são frequentemente usados como sinônimos. Na medicina, entretanto, é importante fazer algumas distinções.
“Desgaste da coluna” é uma expressão genérica. Já a artrose de coluna envolve alterações degenerativas das articulações. A degeneração da coluna pode envolver simultaneamente discos, articulações facetárias, ligamentos e outras estruturas.

Por isso, um laudo pode apresentar diferentes termos:
- Espondilose
- Espondiloartrose
- Discopatia degenerativa
- Osteófitos
- Artrose facetária
- Redução do espaço discal
- Estenose
Esses termos descrevem achados anatômicos. Eles não determinam, sozinhos, a intensidade da dor ou a necessidade de tratamento.
Artrose de coluna causa dor?
Pode causar.
Mas a presença de artrose de coluna em um exame não significa automaticamente que ela seja a origem da dor. A dor relacionada à degeneração da coluna pode estar associada a diferentes estruturas. Ela pode aparecer como:
- Dor lombar
- Dor cervical
- Rigidez
- Desconforto após permanecer muito tempo em determinada posição
- Dor relacionada a determinados movimentos
- Limitação funcional
Em algumas situações, alterações degenerativas também podem contribuir para o estreitamento do espaço ocupado pelos nervos. Nesse contexto, podem surgir sintomas como:
- Dor irradiada para braços ou pernas
- Formigamento
- Dormência
- Fraqueza
- Dificuldade para caminhar
Por isso, o diagnóstico deve responder a uma pergunta mais importante do que simplesmente “há artrose?”: a artrose encontrada no exame explica os sintomas deste paciente?
Quais são os sintomas da artrose de coluna?
Os sintomas variam conforme a região e as estruturas envolvidas.
Dor cervical
Quando as alterações degenerativas predominam na coluna cervical, a pessoa pode apresentar:
- Dor no pescoço
- Rigidez
- Dificuldade para movimentar a cabeça
- Dor que se estende para os ombros
- Em alguns casos, sintomas irradiados para os braços
Quando existe comprometimento de estruturas nervosas, podem aparecer alterações de sensibilidade ou força nos membros superiores.
Dor lombar
Na região lombar, a artrose de coluna pode estar associada a:
- Dor na parte inferior das costas
- Rigidez
- Desconforto durante determinados movimentos
- Dor relacionada à extensão ou rotação do tronco
- Limitação para atividades físicas
Entretanto, a dor lombar possui inúmeras causas. Nem toda lombalgia em uma pessoa com artrose é necessariamente causada pela artrose de coluna.
Dor irradiada e sintomas neurológicos
Quando alterações degenerativas contribuem para a compressão de uma raiz nervosa, o quadro pode deixar de ser apenas uma dor localizada. Podem aparecer:
- Dor para a perna
- Dor para o braço
- Formigamento
- Dormência
- Fraqueza
- Alterações de reflexos
Nessas situações, o exame neurológico ganha ainda mais importância.
O que causa artrose na coluna?
O envelhecimento é um dos principais fatores associados às alterações degenerativas, mas não é o único. A artrose de coluna é uma condição multifatorial. Podem contribuir:
- Envelhecimento
- Predisposição genética
- Traumas prévios
- Sobrecarga mecânica
- Determinadas atividades profissionais
- Obesidade
- Sedentarismo
- Baixo condicionamento físico
- Alterações prévias da coluna
A OMS destaca idade, lesões articulares, sobrecarga e excesso de peso entre fatores associados à osteoartrite (Organização Mundial da Saúde). Isso explica por que duas pessoas da mesma idade podem apresentar colunas muito diferentes.
Artrose de coluna é consequência inevitável do envelhecimento?
Não.
Essa é uma distinção importante. O envelhecimento aumenta a frequência das alterações degenerativas, mas a artrose de coluna não deve ser entendida como uma consequência inevitável ou simplesmente “normal” que precisa ser suportada.
A própria OMS ressalta que a osteoartrite não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento (Organização Mundial da Saúde).
Mais importante ainda: envelhecer não significa necessariamente perder função.
O objetivo da medicina do envelhecimento musculoesquelético é justamente preservar:
- Força
- Mobilidade
- Equilíbrio
- Capacidade de caminhar
- Independência
- Participação social
- Qualidade de vida
Essa visão muda completamente a maneira de abordar a coluna.
Artrose, osteoporose e envelhecimento: qual é a relação?
Aqui existe uma distinção fundamental. Artrose e osteoporose são doenças diferentes.
A artrose envolve principalmente as articulações. A osteoporose é uma doença sistêmica do esqueleto que reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas (Fundação Internacional da Osteoporose).
Mas as duas condições podem aparecer no mesmo período da vida. Isso acontece porque o envelhecimento modifica simultaneamente diferentes componentes do sistema musculoesquelético. Com o passar dos anos, podemos observar:
- Articulações e discos → alterações degenerativas
- Ossos → perda de massa e resistência
- Músculos → perda de massa e força
- Equilíbrio → maior vulnerabilidade a quedas
- Capacidade funcional → maior risco de limitação
Portanto, não é adequado olhar para uma pessoa idosa apenas como alguém que “tem artrose de coluna”. É preciso olhar para o conjunto.
Por que a osteoporose é importante para quem tem dor nas costas?
Porque nem toda dor nas costas em uma pessoa mais velha é artrose de coluna. Esse é um dos pontos mais importantes desta página.
Uma pessoa com alterações degenerativas na coluna pode atribuir uma nova dor ao “desgaste”. Mas, dependendo do contexto, uma dor lombar ou dorsal nova pode estar relacionada a uma fratura vertebral por fragilidade.
A osteoporose frequentemente evolui sem sintomas até que ocorra uma fratura. As vértebras estão entre os locais mais frequentemente afetados (Fundação Internacional da Osteoporose).
Fraturas vertebrais podem se manifestar com:
- Dor súbita nas costas
- Dor após esforço relativamente pequeno
- Perda de altura
- Aumento da cifose
- Alteração da postura
- Limitação funcional

Em muitos casos, a fratura vertebral pode passar despercebida. Por isso, uma nova dor nas costas em uma pessoa com fatores de risco para osteoporose merece uma avaliação que não se limite à hipótese de artrose de coluna.

Artrose pode virar osteoporose?
Não. Artrose não “se transforma” em osteoporose. São doenças diferentes.
A confusão ocorre porque ambas são mais frequentes com o envelhecimento e podem coexistir.
A artrose está relacionada principalmente às articulações e aos tecidos que participam do movimento articular. A osteoporose está relacionada à resistência óssea e ao risco de fraturas. O tratamento também é diferente.
Por isso, uma pessoa com artrose pode precisar de avaliação da saúde óssea, especialmente quando apresenta fatores de risco para osteoporose, mas isso não significa que uma doença tenha causado a outra.
Quem tem artrose de coluna deve fazer densitometria?
Não necessariamente.
A indicação de avaliação da massa óssea depende da idade, sexo, histórico de fraturas, fatores de risco e risco global de fratura.
A investigação da osteoporose pode incluir avaliação clínica de fatores de risco, cálculo de risco de fratura e, quando indicado, densitometria óssea por DXA. A avaliação do risco de fratura pode determinar quem deve realizar a densitometria e como interpretar seus resultados (Fundação Internacional da Osteoporose).

Densitometria Óssea por DXA
Em determinados pacientes, também pode ser necessário investigar a presença de fraturas vertebrais. Isso é particularmente importante quando existe:
- Perda significativa de altura
- Aumento da cifose
- Dor dorsal ou lombar aguda
- Fratura prévia
- Uso prolongado de corticoides
- Baixa densidade mineral óssea
- Outros fatores de risco para fratura
A avaliação deve ser individualizada.
O que significa osteopenia?
A osteopenia não é sinônimo de osteoporose. Ela descreve uma faixa de redução da densidade mineral óssea que fica entre a densidade considerada normal e a faixa diagnóstica de osteoporose.
Na densitometria, de maneira geral:
- T-score ≥ -1,0: dentro da faixa considerada normal
- T-score entre -1,0 e -2,5: osteopenia
- T-score ≤ -2,5: osteoporose
Mas existe uma ressalva importante: o T-score não conta sozinho toda a história.
O risco de fratura também depende de idade, histórico de fraturas, fatores clínicos e outras características individuais. A IOF ressalta que densidade mineral óssea baixa não significa automaticamente que uma fratura ocorrerá e que muitos pacientes com fratura por fragilidade não apresentam T-score ≤ −2,5 (Fundação Internacional da Osteoporose).
Por isso, o tratamento não deve ser decidido apenas olhando para um número isolado da densitometria.
Como é feito o diagnóstico da artrose de coluna?
História clínica
O primeiro passo é entender os sintomas. O especialista procura saber:
- Onde dói
- Quando começou
- Como evoluiu
- O que piora
- O que melhora
- Se existe rigidez
- Se há irradiação
- Se existe formigamento
- Se existe perda de força
- Como a dor interfere na vida cotidiana
Também são importantes informações sobre trabalho, atividade física, cirurgias anteriores, traumas, doenças associadas, medicamentos e histórico de fraturas.
Exame físico
O exame pode incluir:
- Avaliação da postura
- Mobilidade da coluna
- Força muscular
- Sensibilidade
- Reflexos
- Marcha
- Equilíbrio
- Testes específicos para estruturas da coluna
O exame físico ajuda a determinar se os sintomas parecem ter origem predominantemente mecânica, articular ou neurológica.
Quais exames detectam artrose da coluna?
A escolha depende da hipótese clínica.
Radiografia — pode demonstrar redução dos espaços discais, osteófitos, alterações articulares, alinhamento da coluna e deformidades.
Ressonância magnética — permite avaliar com maior detalhe discos, nervos, medula, canal vertebral, articulações e tecidos moles. É especialmente útil quando existem sintomas neurológicos ou quando a investigação exige avaliação mais detalhada das estruturas neurais.
Tomografia computadorizada — pode fornecer informações detalhadas sobre estruturas ósseas e determinadas alterações degenerativas.

O exame escolhido deve responder a uma pergunta clínica. Mais exames não significam necessariamente melhor diagnóstico.
Por que a ressonância pode mostrar artrose em quem não sente dor?
Porque alterações degenerativas são frequentes com o passar dos anos. A imagem mostra anatomia — ela não mede diretamente a experiência individual de dor.
Por isso, é possível encontrar discopatia, osteófitos, artrose facetária, abaulamentos e estenose em pessoas que apresentam poucos sintomas ou nenhum sintoma.
O especialista precisa determinar quais achados têm relevância clínica. Essa correlação evita um dos problemas mais comuns no tratamento da coluna: tratar a imagem em vez de tratar o paciente.
Como tratar a artrose de coluna?
O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da causa predominante e do impacto funcional. Na maioria das situações, o tratamento inicial é não cirúrgico.
Exercício físico e fortalecimento
O exercício é um dos pilares do tratamento das doenças musculoesqueléticas. Programas de exercícios podem melhorar:
- Força
- Mobilidade
- Capacidade funcional
- Controle da dor
- Confiança para se movimentar
Diretrizes de osteoartrite recomendam exercício terapêutico como parte central do manejo, com programas adaptados às necessidades e capacidades de cada pessoa (NICE). Na coluna, isso pode envolver fortalecimento do tronco, condicionamento aeróbico, mobilidade e progressão gradual das atividades.
Fisioterapia
A fisioterapia pode ajudar a recuperar movimento, força e capacidade funcional. O tratamento pode incluir:
- Exercícios terapêuticos
- Fortalecimento
- Treino de mobilidade
- Educação
- Estratégias para controle da dor
- Retorno progressivo às atividades
O objetivo não é apenas “soltar a coluna”. É aumentar a capacidade do paciente de utilizar a coluna com segurança e confiança.
Controle do peso
O excesso de peso pode aumentar a carga mecânica sobre diferentes articulações e está associado à osteoartrite, especialmente em articulações como joelho e quadril. Diretrizes recomendam apoio estruturado para perda de peso quando indicado (NICE).
No contexto do envelhecimento, o objetivo deve ser mais amplo do que simplesmente perder peso. É preservar: massa muscular + força + capacidade funcional + saúde metabólica.
E como cuidar dos ossos ao mesmo tempo?
Essa é uma das grandes oportunidades de uma abordagem baseada em envelhecimento musculoesquelético saudável.
A saúde da coluna não depende apenas dos discos e articulações. Também depende de:
- Músculos fortes
- Ossos resistentes
- Equilíbrio adequado
- Capacidade de caminhar
- Nutrição adequada
- Atividade física
- Prevenção de quedas
Quando existe risco de osteoporose, o cuidado deve incluir avaliação do risco de fratura e, quando indicado, tratamento específico. Diretrizes contemporâneas de osteoporose recomendam avaliação sistemática do risco de fratura e estratégias que incluem medidas não farmacológicas e, nos pacientes indicados, tratamento farmacológico (NOGG).
Artrose de coluna precisa de cirurgia?
Não na maioria dos casos.
A presença de artrose de coluna em uma radiografia ou ressonância não constitui indicação cirúrgica.
A cirurgia pode ser discutida quando existe uma condição específica que justifique o procedimento, especialmente quando alterações degenerativas estão associadas a:
- Compressão neurológica significativa
- Déficit neurológico
- Estenose sintomática
- Instabilidade
- Deformidade
- Dor incapacitante persistente em situações cuidadosamente selecionadas
A decisão depende da relação entre sintomas, exame físico, exames de imagem, funcionalidade e expectativas.
A pergunta não é: “Tenho artrose. Preciso operar?”
A pergunta correta é: “Existe uma condição estrutural tratável cirurgicamente que esteja causando meus sintomas e na qual a cirurgia ofereça benefício superior às alternativas não cirúrgicas?”
Essa diferença evita procedimentos desnecessários.
Como envelhecer com uma coluna mais saudável?
O objetivo não deve ser impedir completamente o envelhecimento da coluna. Isso não é possível. O objetivo é reduzir a perda de capacidade funcional associada ao envelhecimento.
Algumas estratégias são especialmente importantes:
- Mantenha-se fisicamente ativo — movimento regular é uma das principais ferramentas para preservar função.
- Fortaleça a musculatura — força muscular é fundamental para mobilidade, equilíbrio e independência.
- Cuide da saúde óssea — a osteoporose pode evoluir silenciosamente. Avaliar risco de fratura quando indicado é parte importante do cuidado do adulto mais velho.
- Evite longos períodos de inatividade — a coluna não foi projetada para permanecer imóvel durante horas.
- Mantenha alimentação adequada — a saúde óssea e muscular depende de nutrição adequada, entre outros fatores.
- Previna quedas — equilíbrio, força muscular, visão, ambiente doméstico e medicamentos podem participar da prevenção de quedas.
- Não normalize dor persistente — envelhecer não significa necessariamente conviver com dor incapacitante.
O conceito de envelhecimento musculoesquelético saudável
A medicina da coluna precisa ir além da pergunta: “Qual é o problema encontrado na ressonância?”
Para pacientes que estão envelhecendo, uma pergunta ainda mais importante é: “Como preservar a capacidade de se movimentar, trabalhar, praticar exercícios e viver com autonomia pelos próximos anos?”
Essa abordagem integra diferentes componentes: coluna + ossos + músculos + equilíbrio + atividade física + prevenção de fraturas + funcionalidade.
A Artrose de coluna pode fazer parte do processo. Osteoporose pode fazer parte do processo. Sarcopenia pode fazer parte do processo. Mas nenhuma delas deve ser encarada isoladamente. A saúde musculoesquelética é um sistema integrado.
A própria OMS destaca que o envelhecimento está associado ao aumento da ocorrência de osteoartrite, dor cervical e lombar e outras condições musculoesqueléticas, ao mesmo tempo em que enfatiza que a saúde na velhice depende da manutenção da capacidade funcional (Organização Mundial da Saúde).
Atendimento especializado em artrose de coluna em Campinas e Valinhos
O Dr. Pedro Henrique Couri é médico ortopedista e traumatologista com atuação em cirurgia da coluna vertebral (RQE 85630).
Possui Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Associação Médica Brasileira, além de formação especializada em Cirurgia da Coluna Vertebral pelo Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no Pavilhão Fernandinho Simonsen / AOSpine Center.
Integra a equipe de retaguarda de cirurgia de coluna do Hospital Israelita Albert Einstein e possui formação stricto sensu em Ciências da Saúde pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa.
Sua formação inclui experiência internacional no IRCCS Ospedale Galeazzi Sant’Ambrogio, em Milão, Itália, além de participação em congressos nacionais e internacionais e produção científica na área da coluna vertebral.
No atendimento, a avaliação não se limita ao diagnóstico radiológico. O objetivo é compreender:
- O que está causando os sintomas
- Quanto a doença interfere na função
- Quais fatores podem ser modificados
- Se existe risco de comprometimento neurológico
- Se há necessidade de investigação da saúde óssea
- Quais opções de tratamento são mais adequadas
- E, quando necessário, se existe indicação cirúrgica
O cuidado da coluna deve acompanhar o paciente ao longo do processo de envelhecimento. Não se trata apenas de tratar a dor. Trata-se de preservar movimento, autonomia e qualidade de vida.
Perguntas frequentes sobre artrose de coluna
Artrose na coluna tem cura?
A artrose corresponde a alterações degenerativas que não são simplesmente “apagadas” pelo tratamento. O objetivo é controlar os sintomas, preservar a função e manter a capacidade de movimento. Muitas pessoas conseguem ter excelente controle dos sintomas com tratamento adequado.
Artrose na coluna é normal com a idade?
Alterações degenerativas tornam-se mais frequentes com o envelhecimento, mas isso não significa que dor ou incapacidade devam ser consideradas inevitáveis. A osteoartrite não deve ser encarada como consequência inevitável do envelhecimento (Organização Mundial da Saúde).
Artrose de coluna pode causar dor nas pernas?
Pode, principalmente quando alterações degenerativas contribuem para compressão de estruturas nervosas. Entretanto, dor na perna pode ter diversas causas e precisa ser investigada.
Artrose de coluna pode causar hérnia de disco?
Artrose e hérnia de disco são alterações diferentes, embora possam coexistir dentro do processo degenerativo da coluna. A degeneração discal pode ocorrer simultaneamente a alterações articulares.
Artrose de coluna pode causar estenose?
Sim. Alterações degenerativas podem contribuir para o estreitamento do canal vertebral ou dos espaços por onde passam os nervos. A relevância clínica depende dos sintomas e do exame físico.
Quem tem artrose pode ter osteoporose?
Sim. As duas condições podem coexistir, especialmente com o avanço da idade. Uma não se transforma na outra.
Toda pessoa com artrose precisa fazer densitometria?
Não. A indicação depende da idade, sexo, histórico de fraturas e outros fatores de risco para osteoporose e fraturas. A avaliação deve ser individualizada (Fundação Internacional da Osteoporose).
Dor nas costas em idosos pode ser osteoporose?
Pode. Uma fratura vertebral por fragilidade pode causar dor nas costas e, em algumas situações, perda de altura ou alteração da postura. Uma nova dor dorsal ou lombar em pessoa com fatores de risco para osteoporose merece avaliação adequada (Fundação Internacional da Osteoporose).
Artrose de coluna sempre precisa de cirurgia?
Não. A maioria dos casos não tem indicação cirúrgica. A cirurgia é considerada quando existe uma condição específica na qual o benefício esperado supera os riscos e as alternativas não cirúrgicas.
Posso fazer exercícios tendo artrose?
Em geral, o exercício é uma parte importante do tratamento e da manutenção da função. O programa deve ser adaptado à condição clínica e à capacidade individual (NICE).
Saiba mais
- Organização Mundial da Saúde — Osteoartrite
- Organização Mundial da Saúde — Saúde musculoesquelética
- Organização Mundial da Saúde — Envelhecimento e saúde
- International Osteoporosis Foundation — Osteoporose
- NOGG — Clinical Guideline for the Prevention and Treatment of Osteoporosis
- NICE — Osteoarthritis: diagnosis and management
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
- Sociedade Brasileira de Coluna
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